
A Felicidade
2 de setembro de 2018
Yoga, Corpo e Mente
30 de novembro de 2018Sobre o assunto, seguem algumas reflexões e trechos sobre o exposto por Georg Feuerstein em sua obra “Uma Visão Profunda do Yoga”, no capítulo 71, “Caminhos para o Relaxamento e a Meditação”, páginas 251 a 253
– As tensões acumuladas no dia a dia são perceptíveis por intermédio da observação da postura corporal da pessoa, sua expressão facial, o ritmo de sua respiração e o desequilíbrio orgânico que apresenta. O desgaste de ordem física e mental ocasionado pelas tensões acumuladas é expresso no corpo por intermédio de rigidez muscular em regiões específicas, da irregularidade da respiração e de desconfortos orgânicos em geral, como dores e mal-estar.
– A dissolução das tensões expressas no corpo se opera de forma gradual e progressiva, requerendo não somente a aplicação de técnicas específicas de relaxamento corporal e mental, como a prática de exercícios físicos e respiratórios yogues, o recolhimento dos sentidos, a concentração e a meditação, mas, fundamentalmente, a tomada de consciência da necessidade de adoção de uma atitude de relaxamento mais profunda, de cunho interior, que permita o reconhecimento, a aceitação e a liberação de pressões internas.
– A meditação adequada não requer esforço, sendo o resultado do processo natural de relaxamento corporal e mental consciente proporcionado pela prática regular, integrada, de exercícios físicos e de controle da respiração yogues, nos quais estão presentes a atenção concentrada e o conseqüente recolhimento dos sentidos por estas gerados.
– O caminho do Yoga, pode ser compreendido como um relaxamento progressivo do corpo e da mente.
– “O relaxamento é antes de mais nada o fim da ilusão do ego” no cotidiano na medida em que percebemos que estamos tensos e passamos a observar se estamos desconsiderando o fluxo natural das coisas e nos esforçando em demasia para que algo aconteça conforme queremos. A observância da ordem natural das coisas, nos mantém em equilíbrio e em harmonia com o que nos cerca, permitindo-nos a adoção de atitudes adequadas frente à vida.
– Toda ação demanda esforço. Quando empregamos esforço demasiado na ação o seu resultado acarretará algum tipo sofrimento, mesmo que não seja de imediato, pois estamos agindo de forma a obter um resultado que satisfaça de qualquer modo, mesmo que à força, as nossas expectativas, sem considerar o que nos cerca e os que estão a nossa volta. Nesse mundo precisamos agir para viver, pois sem ação não somos capazes de prover a alimentação necessária à manutenção do corpo. A ação adequada, a atitude equilibrada, não requer esforço em demasia, não gera tensão e o seu resultado não acarreta sofrimento, pois é executada em observância ao fluxo natural da vida. Em um mundo no qual o “Ter” adquire maior relevância que o “Ser”, o caminho do Yoga nos propicia cultivar uma atitude de relaxamento, descondicionando-nos do hábito de empregar demasiado esforço na ação.
Nadine Mello – nov.2010



